• Camila Schmitt, Fisioterapeuta

QUERO UM NOVO OMBRO... DÓI DEMAIS!


A dor no ombro corresponde a 20% das queixas dos pacientes que procuram os consultórios de fisioterapia, sendo superado apenas por problemas relacionados à coluna vertebral.

O seu ombro é um complexo muito importante, já imaginou seu dia sem usar essa preciosa articulação? Tarefas simples como se vestir, a higiene pessoal e se alimentar exigem a mobilidade do ombro.

Por apresentar anatomia peculiar e grande amplitude de movimento, torna-se mais vulnerável a processos microtraumáticos e degenerativos que levam a alterações das estruturas anatômicas.

COMO MEU OMBRO PERDE A FUNÇÃO?

Movimentos repetitivos no ambiente de trabalho, no lar, recreação ou esporte.

O tênis, natação, handebol e vôlei, que necessitam de giro do braço ou o movimento de arremesso, atividades realizadas em academias, de ginástica e crossfit, se não bem orientados também predispõem os praticantes à lesões.

O tabagismo é outro risco, pois leva à redução do calibre dos vasos sanguíneos dos tendões, favorecendo o surgimento de complicações no ombro.

Dores musculares, bursites, tendinites/tendinopatias e lesões tendinosas (parciais e totais) são os problemas mais comuns que ocorrem no ombro. A dor surge lentamente e pode irradiar para braço e pescoço e aumentar com a repetição de movimentos. Outra importante característica é a presença da dor noturna, que se torna mais intensa quando a pessoa se deita, independentemente da posição.

Grande parte das tendinites/tendinopatias ocorrem no manguito rotador, sendo um conjunto de quatro músculos (supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor), responsáveis pela movimentação e estabilidade do ombro. Além disso, o quadro apresenta com caráter progressivo podendo evoluir para a ruptura do tendão caso um tratamento específico não seja realizado.

Mudança de hábitos de vida, alinhamento postural e atividade física regular orientada contribuem para a prevenção das lesões de ombro.

TRATAMENTO COM A OSTEOPATIA

O profissional deve realizar uma avaliação detalhada para buscar a causa da dor no ombro.

Um dos parâmetros é a incapacidade funcional para elevar os ombros acima da cabeça.

Na prática clínica iremos perguntar se houve trauma, queda, ou acidente de trânsito que machucou o ombro ou cervical. Existe técnicas manuais para manipular e corrigir as regiões envolvidas.

Você exerce atividade profissional por muitas horas na mesma posição? Repetição do movimento do ombro? As ferramentas dentro da visão holística em osteopatia podem atuar nesse caso, porém a indicação do Pilates para estabilizar a musculatura e manter a coluna estável é muito interessante nesse caso.

Um retropé valgo (pé pisando para dentro), por exemplo, seria capaz de posicionar a coluna torácica com maior curvatura, chamada de hipercifose torácica. Tal alteração postural pode gerar dificuldade ao elevar os ombros acima da cabeça e por consequência impacto na articulação do ombro. As palmilhas posturais e a correção dos captores em desequilíbrio permitem bons resultados.

Já sentiu dormência nos braços ou mãos? Pode ser alteração na condução nervosa ou sanguínea para seus membros superiores. Nesse caso o terapeuta busca a localização do nervo acometido, e aqui está uma curiosidade: Sabia que a saída dos nervos está nas últimas vértebras cervicais e primeira torácica? Então não fique desconfiado ao tratar um sintoma de dormência nos dedos e o profissional investigar sua região cervical.

Fique ciente que refluxo, má digestão, excesso de alimentos gordurosos (fígado) também podem refletir no ombro, observe a intensidade da dor após a alimentação. Porém será assunto para outra publicação.

Se identificou com algum sintoma descrito acima ou conhece alguém nessa situação? Tem dificuldade de alcançar as mãos nas costas ou por cima da cabeça? Teremos a alegria de ajudar! Relate abaixo pois seu comentário é muito importante para nós.

“O corpo humano é único e indivisível”. Andrew Taylor Still

REFERÊNCIAS

BIENFAIT, Marcel. Bases elementares técnicas de terapia manual e osteopatia. São Paulo : Summus, 1997.

SOUZA, Marcial Zanelli de. Reabilitação do complexo do ombro. 1 ed., Manole , 2001.

SORIO Cristina. Dor no ombro atinge 20% da população. SEGS. Disponível em:http://www.segs.com.br/saude/106624-dor-no-ombro-atinge-20-da-populacao Acesso em: 17 abr. 2018.

Hernandes Bruno. Portal da osteopatia. Disponível em: http://www.portalosteopatia.com.br/tratamento-do-complexo-do-ombro-segundo-a-visao-da-filosofia-osteopatica/. Acesso em: 17 abr. 2018.

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